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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

26.10.20

Celebrar o Natal

Ninita

 

Este ano, decidi começar a planear o Natal mais cedo.

E dizem voces : mas ela anda louca???

 

Na na ni na não....

 

Simplesmente quero ter a familia toda reunida, de todo o lado e estou a trabalhar na organizaçao da coisa.

 

Ora, pensem lá comigo :

 

1.º - encontrar o nome da festa (não pode ser Natal, senão a DGS não autoriza). Tem de ser uma coisa sonante, tipo Avante, Fatima, Formula 1. Talvez NEC - Natal em confinamento (pode ser que pegue e da maneira que a coisa caminha, mais rapidamente estamos todos novamente em casa, sem dinheiro para comer, do que o FDP do virus se vai embora).

 

2.º - Preparar a celebraçao, de forma a cumprir todas as regras impostas pela DGS. Não podemos exceder 5 pessoas, manter o distanciamento, mascaras e alcool gel disponivel para todos (sim, não posso meter lá 27.000 pessoas, como é obvio), por tapetes desinfetantes a entrada e arranjar cinhelos descartaveis para todos, para a saida levarem com eles para o lixo.

 

3.º Todos os presentes a serem distruibuidos, tem de ser entregues com a devida antecedencia, de forma a serem devidamente desinfetados, de acordo com as normas.

 

4.º Preparar a Ceia de Natal e estudar meticulosamente a forma de distribuir as pessoas na mesa, de forma a manterem o devido distanciamento minimo de 2 metros (algo me diz que alguem vai comer na varanda, outro na entrada, nas escadas, nos quartos e no wc).

 

5.º Preparar a Ceia de Natal para depois das 23h, já que sabemos que apartir dessa hora o virus nao circula em lado nenhum (se nos bares nao anda, la em casa tambem não, certo).

 

6.º Preparar a quarentena - Por via das duvidas, será preferivel o gajo quando vier, já que é emigrante e todos sabemos que os emigrantes é que trazem sempre o virus (e não as pessoas que vivem em Coimbra e vão ver as vistas a Lisboa, etc, etc), e comprar-lhe o bilhete para mais cedo, de forma a fazer quarentena antes da festa e se possivel obriga-lo a que lhe espetem um cotonete tamanho XXL pelas fuças a dentro.

 

Bem, vistas bem as coisas, esta coisa vai dar um trabalhão desgraçado.

 

Se calhar, é melhor passar a noite de Natal, no sofa, a comer pizza aquecida e a beber um vinho rasca, porque desta forma, sei que não passo nada a ninguem.

 

 

 

 

23.10.20

Será que só existe Covid???? E o resto?

Ninita

 

Ontem, a ver as noticias, vi uma reportagem na SIC ("Pandemia" para quem não viu e quer ver) que veio de encontro a uma das coisas que estou farta de falar, aqui na santa parvalheira.

 

Uma das coisas que focaram, foi o facto de muitas pessoas terem deixado de ter as consultas, os exames, as cirurgias, as fisioterapias, devido ao Covid.

 

Basicamente, muita gente, ficou sem os seus tratamentos. Sem puder continuar o que estivesse a fazer para cuidar da sua saude.

E eu penso para os meus botões : Ok, eu sei que o Covid é isto e aquilo, mas f*****, e o resto????

 

Quantos e quantos deixaram de ir comprar os medicamentos que precisam, porque não conseguem ir aos Centros de Saude pedir as receitas? Quantos, deixaram de ir ao medico, porque atendem 100 pessoas Covid e 2 nas restantes doenças? Quantos, não perderam a vida, porque tiveram medo de ir ao medico ou porque nem sequer conseguem marcar 1 simples consulta?

 

Não sei como é nas vossas zonas, mas aqui, a grande parte da população são idosos. Que quando precisam de uma consulta com o medico de familia (que só atende 5 ou 6 pessoas por dia e só serve para passar receitas e baixas), têm de ir as 04h da manha para a porta do centro. E nem assim é garantido que conseguem uma consulta.

 

Pergunto-me, onde vamos parar. Onde vamos chegar?

 

Conhecia muitos mas mesmo muitos idosos, saudaveis, rijos como o aço e que neste curto espaço de tempo, já se foram. Os funerais aqui são diarios. Mas não por Covid. Por outras doenças. Que apareceram entretanto e que não havia consulta para serem vistos. A não ser que fizessem 80km, para ir para Coimbra, onde os HUC estão caóticos.

 

Tem morrido muita gente. Mesmo muita gente. E quase nenhuns pelo Covid.

 

Ate quando vamos continuar nisto? Ate quando, vamos ter todos, a vida e a saude em suspenso, a espera de melhores dias? Ate quando, vamos conseguir aguentar?

 

A vida é dura, todos os dias. Mas ainda é mais dura, para quem se vai.

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