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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

15.01.21

Carta aberta ao Sr. Costa

Ninita

 

Caro senhor,

 

Permita-me que lhe diga, que nao votei em si. E se está onde está, não é por minha vontade. No entanto, sou cumpridora das regras e como está no poder, tenho de aceitar.

No entanto, não posso aceitar, as suas decisões. Tenho de as cumprir, mas posso (por enquanto) manifestar o meu desagrado perante todas as más decisoes que tem tomado, porque não tem tomates coragem para fazer de outra forma.

E passo a explicar :

Eu, como agente de viagens, não posso ter a porta aberta e não posso trabalhar. No entanto, as lojas de ferragens, lavandarias, etc, etc, etc (as excepções são tantas, que ate me perdi a ler), podem. Ou seja, um sitio onde a cada pessoa que entra e sai tudo é desinfetado não pode, mas sitios onde entram imensas pessoas ao mesmo tempo, pode abrir. Desde cafés abertos, a venderem cafe em copos de plastico a porta, desde aglomerados dentro do supermercado (Pingo Doce), porque o que conta é vender e não ha ca desinfeçao, reduçao de entradas, nem nada. Tudo ao molho e fé em Deus.

 

Alem disso, eu não posso sair de casa, mas posso sair para ir por a minha filha a escola, que estava fechada a 15 dias, perante o aumento brutal de casos na minha zona.

Eu, tenho de ficar em casa e vou colocar a minha filha junto de 2000 alunos, onde toda a gente faz o que quer e as funcionarias são as primeiras a dizer "meninos, não ha ca desinfetante para ninguem". Ou onde 20 miudos estão dentro de uma sala minuscula, todos encostadinhos uns aos outros, sem aquecimento (não ha dinheiro para aquecimento), de portas e janelas abertas. Se calhar, vou ali comprar umas mantas para ela levar, porque é melhor.

 

E aproveito, passo na padaria a comprar pão, passo ali na loja e compro uma enxada porque nao tenho nenhuma, vou a florista comprar flores, a papelaria comprar 1 raspadinha, ao quiosque comprar 1 maço de tabaco e ainda devo ter tempo para passar na tasca da esquina e tomar um aperitivo antes de almoço. Vou deixar a passagem na Igreja para depois do almoço, para rezar uma ave maria e um pai nosso, quando for passear o cão, porque já se faz tarde e está na hora de almoço.

 

So tenho a levantar-me e bater-lhe palmas de pé, como numa grande ovação e desejar que comece a cavar o buraco para enfiar a cabeça e o corpo todo, o mais brevemente possivel, pois pelas pobres medidas que criou, para um confinamento chique, vai precisar de um buraco bem gigante. Se quiser, empresto-lhe a enxada que comprei a pouco. Não se preocupe, faz calos nas mãos, mas o senhor que ma vendeu, escolheu-a bem, e as 20 pessoas que estavam dentro da loja tambem concordavam que era uma bela de um enxada.

 

Atentamente,

Ninita Maria, a mãe/trabalhadora revoltada

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