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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

17.07.18

Os nosso filhos e os filhos dos outros

Ninita

Este é um daqueles post que pensei varias vezes em escrever, mas sempre sem o começar.

Ora pois, hoje, se calhar porque o cansaço já é tanto do trabalho, as vezes penso que este mundo está efetivamente perdido. Perdido de sentimentos, de afetos, de amizades. 
E basta vermos os exemplos que temos, a começarem nas crianças.

 

Mas vamos lá colocar-vos dentro do contexto.

A minha L*, desde muito cedo, que soube mostrar o seu "feitio vincado". Desde que o pai emigrou, a reacção dela não foi nada positiva e talvez por não saber expressar o que sentia, tudo a sua volta era um mar de revolta. Isto para uma criança de 5 anos, foi sem duvida um ponto muito negro na sua pequenita vida.

Avançando para a escola, foi acalmando, aprendendo a lidar com toda esta situação e evoluindo. Tornou-se uma aluna muita boa, com notas fantásticas e com a necessidade de aprender tudo, a toda a hora, como poucas crianças. De acordo com a psicologa que a acompanha, tem um nivel de QI muito superior a média, e para se manter interessada, tem de estar sempre muito ocupada. E é verdade, ela adora apreender e parece uma esponjinha a engolir conhecimento.

No entanto, já nesta tenra idade, havia pais que tentavam evitar que os seus filhos fizessem amizade com a L*, de tal maneira que a pequena L* teve de apreender desde muito cedo, que as pessoas não são o que aparentam e que as amizades não são bem aquilo que nos queremos e achamos.

Este ano, foi para o Campo de Ferias, pela 4.ª vez, em que iam no total 5 meninas com quem conviveu desde os 4 meses.

Surpresa das surpresas? Foi completamente posta de parte, como se fosse um bicho. Porque as filhas das professoras e filhas de empresarios não se podem misturar com as outras crianças. Ora ai está uma coisa dificil de ouvir. Que me desculpem, mas que eu saiba, professora, empresario, trolha, pedreiro, coveiro, etc, etc, é tudo igual. Trabalham todos e não podem nem devem ser diferenciados.

E eu a pensar : bem, quando cá chegar, vai dizer que nunca mais quer ir ao campo de ferias, porque a colocaram de parte.
Resultado : então não é que a cachopa, ao chegar, disse que apesar de não terem brincado com ela e de acharem que eram sempre as maiores, ela fartou-se de brincar com outras meninas, fez amizades com crianças que nunca tinha visto na vida, trocaram numeros de telefone e promessas de para o ano, voltarem todas ao Campo, todas juntas.

Ora, embrulhem filhas de senhoras professoras e empresarios.. (aqui já é a minha veia de tristeza a manifestar-se).

Porque no final de contas, de pequenino é que se aprende a cair e a levantar. E tu, minha L*, nos teus 10 anos, já "calas" muita gente, inclusive a mim.

 

Por isso, para ti, que tanto ultrapassaste nestes anos, que tanto lutaste para te integrares quando as crianças só te culpavam de tudo, tu que tanto mudaste e aprendeste a viver de uma maneira tão dificil como é na nossa vida a duas, só tenho de ter fazer uma vénia. já não és a pequena L*. É uma L*com letra grande. E eu estou super, hiper, mega orgulhosa da pessoa em que te estás a tornar.

 

Beijinhos cheios de orgulho

Ninita

 

Nota : Não escrevi este texto para dizer em altura nenhuma que a minha filha é a maior.

 

19.06.18

A vida no interior

Ninita

Hoje, ao acordar (depois do sol começar a encadear-me os olhos de tão forte), pensei : eu tenho muita sorte de viver onde vivo.

Adormeço a ouvir os sapos a coachar e acordo a ouvir os passaros a chilrear. Demoro 5 min a chegar ao trabalho e não apanho quase transito nenhum, tenho um jardim a porta do trabalho, onde posso-me sentar a sombra a hora de almoço a refrescar um pouco, não pago o estacionamento onde deixo o carro para vir trabalhar (ainda é de borla). Ao fim de semana, posso ir a uma praia fluvial aqui da zona, podemos ir a Serra da Estrela de Verão e de Inverno. Podemos andar na rua a noite, sem problema, pois não passam carros, nem há malucos a acelerar feitos doidos.

 

 Viver no interior, tem os seus beneficios e as suas devantagens. A grande desvantagem é sem duvida o estarmos isolados de tudo. Se precisamos de ir a um centro comercial, lá temos nós de fazer 80km para cada lado, para chegarmos a uma cidade maior. Se queremos ir ao cinema (cinema a serio e não uma sala com 50 lugares, que passam os filmes depois de já terem passado na tv), temos os mesmos 80kms. Se temos de ir a um hospital em condiçoes (e não umas urgencias que nem existem), lá vamos nós fazer os tais 80kms.

Aqui, há sem duvida, uma qualidade de vida superior a nivel de natureza, mas somos tão prejudicados no resto.

Há uns tempos, na minha zona houve imensos protestos para se concluir uma estrada complementar (IC) que nos ajudava imenso, já que estradas não temos e a resposta do governo foi que não se construia nem se concluia nada. Que não era prioridade. O que era prioritario era mais uma autoestrada entre Lisboa e Porto que sao zonas que nem acessos tem, de certeza e que a nossa zona não precisava de nada. Para estarmos era caladinhos, porque o que temos, chega e sobra.

Sim, chega e sobra. Chega para a cada dia que passa haver mais emigração. Os jovens da minha idade, onde estão? Pois, no estrangeiro. Os mais novos do que eu, que foram tirar os seus cursos fora voltaram? Não. A grande parte ficaram nas grandes cidades que os formaram e já nao regressaram a santa terrinha. E porque? Porque aqui não há empregos, não há grandes possibilidades de fazer alguma coisa sem ser numa fabrica de confeçoes e ate nessas ha falta de trabalho.

Continuo a dizer que adoro a minha "santa parvónia", a sua calma, a sua tranquilidade, mas podemos sempre pedir um pouco mais, certo?

 

 

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