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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

27.02.20

A beira do abismo

Ninita

 

A cada vez que se liga a tv, a noticia é a mesma.


A cada vez que se abre a pagina principal de qualquer motor de busca de noticias, só se ve a mesma coisa. O virus. Sempre. A toda a hora.

 

Sim, toda a gente fica com medo. Ninguem percebe muito bem o que deve fazer. A incerteza do futuro está bem visivel, perante uma palavra tão pequena, mas que conseguiu meter medo a um mundo inteiro.

 

A questão são as repercussões que a comunicação social está a ter.

Ora vejamos :

Em todo o lado dizem quais são os paises com infetados e chegamos a conclusão que ninguem percebe bem como ha contagiados em vários pontos distintos do mundo, alguns deles, sem qualquer movimento nem conhecimento de pessoas que estiveram nas zonas afetadas. Bem, se assim é, como se esta a espalhar o virus?

Depois há outra questão. Quantos não estão infetados, sem o saberem e sem sintomas? Ate podem pensar que é apenas 1 gripe, normalissima nesta altura do ano. E ate podem ter o sistema imunitario mais resistente e o virus incuba, da alguns sintomas, mas nada de mais e fica curado. E esta feito, certo? Só que não. Ninguem sabe se não esta ou pode vir a ser infetado e nem sabe se vai ter ou nao sintomas. E porque? Porque nao se conhece o virus, certo? É novo. Há pouca informação. Ninguem percebe nada e todos deitam lenha numa lareira que cada vez arde mais e a cada dia que passa, sem qualquer tipo de controlo. Descontrolada e incansavel.

 

Uma das medidas que a DGS dá, para evitar contagios "se" (quando) cá chegar, é optar pelo teletrabalho, cancelar reunioes, etc, etc.

Só ha varios problemas nesta questão. Por exemplo, fabricas de confeções não podem trabalhar em casa. Fabricas de produção de alimentos? Tambem não. Supermercados? Tambem não. Ou seja, "se" (quando) cá chegar, o pais vai todo parar, porque a grande parte dos trabalhadores não se pode dar ao luxo de trabalhar em casa, pelo simples motivo de não dar. Não dá, ponto.

 

E há ainda outra questão. O virus ainda não anda por aqui, e já se sentem grandes problemas. As fabricas paradas por falta de escoamento da produção que iria ser exportada. Falta de materias primas.

 

Ou seja, toda a economia mundial vai ser severamente atacada e a ver vamos, quando se vai conseguir levantar e seguir em frente.

 

Viagens? Desaconselhadas. Ok, toca as agencias de viagens, operadores turisticos, companhias aereas, começarem a ficar com problemas, porque não vendem. Não ha deslocação de pessoas, seja em negocios, seja em lazer. Os hoteis começam a ter cancelamentos. O turismo começa a sofrer.

 

Na pratica, todos os negocios vão ser afetados e a nossa economica vai levar um arrombo daqueles bem grandes.

A ver vamos, como nos vamos safar de mais uma.

 

 

13.12.19

Abram alas para o Noddy, que agora vem 4x4

Ninita

 

Porque o gajo, aterrou na Santa Parvalheira.

 

Pois é, depois de muito stress ontem (sim, pq alem dos atrasos do avião, de não ter lugares no comboio, de ter de arranjar quem o fosse buscar a meio do caminho), finalmente chegou.

 

Chegou completamente estoirado. De rastos, mesmo.

 

E eu, pela primeira vez, tive noção de tudo o que aconteceu. Pela primeira vez, percebi, que o que lhe aconteceu foi uma grande sorte.

Sim, caiu. Caiu da varanda do 5.º andar para a varanda do 6.º andar. Uns cm ao lado e a sorte não tinha sido a mesmo. Uns cm ao lado, e provavelmente teria caido, desamparadamente, no chão. Sem apoio. Sem nada.

 

Está danado. Está em baixo. Está triste. Não está o meu gajo. Porque? Porque não consegue fazer nada. So anda apoiado nas muletas e na bota de borracha que tem de por no pé onde rachou o osso. Mas, é dificil. Vestir-se é um martirio. Andar grandes distancias, nem se fala. Subir as escadas de casa (que são 18) é um terror. Tem de parar 3 vezes para chegar ao cimo. E custa-lhe tanto.

 

Ontem, viu-o pessoalmente, pela primeira vez depois da queda e sinto-o tão, mas tão frágil. Aquele homem forte, que leva tudo a frente, que fala aspero e forte e toda a gente acredita que está chateado e por trás, todo maroto, tem 1 sorriso que não se desmacha, nem que esteja a dizer a maior barbaridade do mundo, toda a gente acredita que ele está mesmo chateado. Só eu sei que não e depois rimos os dois, feitos parvos e só depois é que percebem que estavam a levar um baile daqueles. Aquele homem, que pegava ao colo á filha quando chegava, mesmo tendo a filha 11 anos e já não sendo menina de colo. Aquele homem, que quando cá chegava, me roubava as chaves do carro e eu tinha de ir no lugar do pendura todas vezes. Aquele homem, que quando cá chegava, abanava tanto a mãe só para se meter com ela.

 

Agora, está muito diferente. Desanimado. Mas, por fim em casa. E durante mais de 3 semanas, vai ter a filha e a mulher a chatear-lhe a cabeça, para seguir em frente. E não se sentir um invalido.

 

Custa, eu sei. Mas, passo a passo, dia a dia, vais melhorar. Vai demorar. Muito tempo mesmo. Mas o que importa, é que no meio do azar, tiveste sorte e podes agradecer pelo que tens e seguir em frente.

 

Porque nós, vamos estar cá sempre para ti.

 

Da tua Ninita e Rabeta

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