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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

15.05.18

Mudanças... o antigamente era tao bom..

Ninita

Há uma coisa que me incomoda solenemente.

Quando deixei a escola, nos meus 17 anos, podemos dizer que já era bastante "crescida" e com um grande sentido de responsabilidade. Não havia a possibilidade de tirar um curso universitário para a grande maioria das pessoas, já que os rendimentos dos pais derivavam do trabalho do pai na construçao civil e as maes em casa. Tive a sorte de nos meus ultimos anos no secundario a minha mãe já trabalhar e basicamente termos mais algum dinheiro para a casa e para eu e a minha irmã podermos comer, mas não era o suficiente para conseguir por as 2 filhas na universidade. Paciencia. Na altura da Pascoa, falaram-me que uma determinada empresa iria precisar de uma funcionária e eu não fiz mais nada, fui falar com o tal senhor e ver se eventualmente conseguiria trabalho ainda antes de acabar a escola.

Tive sorte e lá consegui o tal emprego, onde hoje, passados quase 18 anos, ainda continuo.

No entanto, basta-me olhar para a rua para começar a pensar nas diferenças do meu tempo de estudante, para agora. Em que sentido, perguntam. No sentido, que no "meu tempo" (até já começo a parecer uma velha a falar assim), eu não respondi ao meu pai e á minha mãe. Se lhes respondesse torto, já sabia que havia um chinelo ou um cinto prontinho a por-me na linha. Ai de mim que fosse ao café as horas de almoço, porque isso era andar na vadiagem.
Ai de mim que não tirasse boas notas (se estava na escola, ora tinha era de estudar e tirar boas notas).

Quando comecei a trabalhar, as coisas mudaram um bocadito, mas continua a morar em casa dos meus pais, logo as regras eram as deles. Tinha de aceitar e cara alegre.

Mas agora, faz-me confusão a liberdade e as atitudes das crianças / adolescentes. Em cada dia que passa há mais faltas de respeito pelos pais, pelos professores, pelas pessoas no geral. Não há respeito, não há o dizer bom dia, boa tarde, ate amanha, bom fim de semana. Só se ouvem palavrões, ya, nop, coiso, coisa, my men, tipo, tipa, c****, etc, etc.
Não me considero uma mãe super, hiper, mega rigida, mas também não sou prima do elástico. Considero que tento que a minha filha aprenda a comportar-se em publico ou privado, que saiba as regras da educação (que infelizmente se começam a perder quando entram para a escola), que não ande sempre a gritar em vez de falar. Que seja pelo menos civilizada e educada. Acho que é o minimo que se pode tentar. Porque faltas de civismo são tantas que ate incomodam.
Mas cada vez reparo mais, que os miudos a partir de uma determinada idade ficam oficialmente "parvinhos de todo". As miudas com o "pito aos saltos". Eles com a mania que sabem tudo, com o seu cigarro na mão, com o seu charro no bolso, com a sua coluna portatil com musica aos altos berros na mão, a tratarem todos "abaixo de cão". E eu pergunto-me : mas afinal em que mundo estamos? Afinal, onde é que estes miudos aprenderam a ser assim? Onde é que os pais falham? Porque é que isto acontece.
São efetivamente muitas perguntas ás quais não tenho resposta. Acho que as coisas em 18 anos mudaram muito e tornaram-se num mundo com uma visão terrivel. Penso que a minha propria filha para o ano, vai entrar nessa escola de "maiores", onde se calhar se vai revelar.. A ver vamos...

 

 

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