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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

23.04.20

Mais uma a porta

Ninita

 

Estes dias tem sido difíceis. Ao ponto, que lancei um desafio e nem o fiz. Nem publiquei, nem escrevi. 

 

Já não bastava estarmos fechados, sem trabalhar, a obrigar a miúda a ver a tele-escola e a andar às turras com as aplicações para as aulas online, e ainda temos de lidar com dramas familiares, capazes de pôr qualquer um num estado de nervos horrível.

 

Já vos contei o caso da minha mãe. Pois, a coitadinha, que já nem se levanta pela sua mão. 

No sábado à noite, liga-me o meu pai, que ela se estava a sentir com falta de ar. Lá fui eu. E não hesitei. Liguei ao 112. Mas q filme. Passaram-me para 4 pessoas diferentes e respondi às mesmas coisas 4 vezes. Chegaram a conclusão que tinha de chamar uma ambulância. OK, liguei e mandaram-me ligar outra vez ao 112, pois eram eles q tinham de fazer o pedido. Ora fodasse. A mulher com falta de ar e andar a ligar para 300 pessoas.

Lá liguei e passado 1h (sim, leram bem, 1h para fazerem 8kms), lá vieram. Todos equipados, percebo. Mas 1h? Lá a levaram. Primeiro para 1 hospital pequeno, depois para Coimbra (para o centro covid). Lá, fizeram o teste e só após o resultado, foi enviada para outro hospital, onde poderia ser tratada. Pneumonia. Boa. Logo agora mãe? Sem saíres de casa a meses? Porra mae. Logo agora.😭

 

Entre levar oxigénio e antibióticos, continua internada. Acabei por ter de agilizar o apoio domiciliário, pois como no hospital viram q ela não se mexe e que como cai muito (basta estar sentada e deixa-se cair para a frente na cadeira), pensaram logo q as negras das pernas eram por ser mal tratada pelo meu pai. Pronto, lá fui tratar do apoio domiciliário, senão nem alta lhe dão. Mas depois perceberam que ela não se segura mesmo quando a tentaram sentar e concordaram que move-la é difícil e que por vezes, até na cadeira bate com as pernas (a não ser que fossemos 4 a levantá-la, cada um em sua ponta). 

 

Mas o que interessa, é ela recuperar e vir para casa. Vir para casa bem, com o tratamento a correr bem. O resto que se lixe. 

 

Mais uma para ultrapassar. Mais uma para me fazer cair e mais uma para me obrigar a levantar. 

 

Para piorar, o gajo dia 2 já vai embora. Não sei para onde, nem fazer o que, nem se vai passar sequer a fronteira, mas as ordens são para irem dia 2. Raio. Mais uma. Sozinha outra vez, com a escola em casa, sem trabalho, e com a minha mãe assim. 

Arre para isto. Porra para tudo. 

 

Eu sei que a vida tem de ser difícil, mas podia vir uma coisa de cada vez, não? 

Mas melhores dias virão. Assim o espero. Mas se calhar, vou-me sentar, bem confortável, porque ainda vou ter de esperar. 

 

27.05.19

A azarenta, parte 350

Ninita

 

Raio para a gaja, que não sabe estar quieta....

 

Sinceramente, este mundo anda perdido.


Imaginem :

6.ª feira, 18h45. Depois de uma semana de loucos, sair e passar no café onde o pessoal se junta e onde mal se entra, com cara de derrotada, nos espetam logo com uma Mini Super na mão, bem fresquinha e nos fazem dar logo uma gargalhada, daquelas de fazer saltar as pedras da calçada.

Mini na mão, amigos a dizerem babozeiras, gelado na mão da criança e tudo diria que era o começo de uma bom fim de semana. Só que não.....

 

Uns amigos saem para irem a casa e passado nem 1 minuto ligam a dizer : podes vir aqui ao estacionamento? E eu só disse : já me bateram no carro!

Nem por aposta. Embrulha !

 

E eu a pensar, bem, chego lá e está lá a pessoa.

Qual que? Um carro com para choques de ferro, mandou-me uma caqueirada a fazer marcha atrás (daquelas que arrepiam) e seguiu a sua vida, como se nada se tivesse passado. E com gente a ver.....

 

ora, la fui eu ver o meu boguinhas.. Para choques com uma moça e rachado. Mas que bem. A grelha a abanar toda (nem sei como estará por dentro). Ate a matricula esta estranha. E as oticas. E o capon. Parece que encolheu uns milimetros. Nem sei o que lá está.

 

La fui eu a GNR, mas os meus amigos que não são de se ficarem a rir, foram a procura da pessoa. Deram-me a matricula que tinham visto, para fazer a queixa e la foram eles. E não é que encontraram??? Um miúdo, que nem cara tem para levar 2 chapadas. Uma criança.....

Só lhe disseram, vais já a minha frente a GNR que a moça a quem bateste, esta lá a fazer queixa.

 

La aparece o rapazito, a tremer que nem varas verdes. A pedir desculpa por me ter batido (e eu em brasa que se pudesse tinha-lhe dado 2 pares de estalos).

 

Resumindo, a noite, tivemos de ir ao local com a GNR para eles fazerem as medições aproximadas e prepararem o auto para os seguros.


La estava o moço, com o pai. Perguntei : porque fugiste? Respondeu : assustei-me. Perguntei : a quanto tempo tens a carta? Respondeu : 2 meses. Oh pá, caiu-me tudo.

 

Pensei varias vezes porque fui fazer queixa, porque não me calei. Tive pena do miúdo. Cometeu um erro. E eu fui logo a matar. Mas porra, o carro custou-me a pagar. Em 18 anos de carta, nunca tive um acidente e já varias pessoas bateram no meu carro e fugiram. Desta vez, fiquei tão cega, que fiz queixa. E se o moço fica sem carta? Oh pá, tive pena. Derreteu-se-me o coração. Mas já está. Assumiu que errou. E verdade, hoje a tarde já estava na companhia de seguros a accionar o seguro e a tratar de tudo. Foi responsável.

 

Mas a mim custou-me. A serio. Custou.

 

Espero que tenha aprendido. Valia mais falar logo, perguntar de quem era e resolvia-se tudo na hora. Sem stress, sem confusões.

 

Mas vou ficar sempre a pensar nele.

 

 

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