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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

20.05.20

Sem inspiração, sem rumo e sem nada

Ninita

Este ano está a ser muito, muito difícil. 

 

Começamos com o gajo aleijado, quando quase se matou. Passou o ano de muletas e passado 1 mês já pode ir trabalhar. 

 

Depois, está merdice da pandemia. Lá veio o gajo a trotes, para casa, sem receber. Yeah. 

 

Eu, entretanto, fiquei em layoff. Não há vendas, trabalho nenhum, só cancelamentos e sem previsão nenhuma de boas noticias. 

 

Depois faleceu a minha mãe. Nem preciso de escrever mais nada. 

 

Depois, lá foi o gajo embora e eu cá, sozinha. Sem poder trabalhar, com a pirralha nas aulas. 

 

Esta a ser duro. Não há nada que me distraia. Já plantei flores, especiarias, fiz um banco para o jardim. Mas não chega. Falta o trabalho que me ia ocupar a mente e fazer tão bem. Mas não posso ir. Nem sei quando volto. Nem sei, se depois do lay-off vai haver trabalho para mim. Nem sei se o chefe vai conseguir aguentar o barco. 

 

Raio para esta merda. Estou farta de notícias, de pandemia, de covid. 

 

Sei que devemos pensar que melhores dias virão, mas no meio de tanta coisa, não é fácil levantar a cabeça. 

 

So espero, que um dia, possa sair a rua e dizer : e ficou tudo bem. 

16.03.20

A incerteza do dia a dia

Ninita

 

Sim, estamos todos juntos nesta luta desigual. 

Mas há muita gente, como eu, que tem família no estrangeiro e não sabe bem o que fazer. 

 

Eu tenho o meu marido, que neste momento, em França sozinho, vai provavelmente ficar sem trabalhar e vai tentar vir para Portugal. 

Como? De carro, para trazerem as suas coisas. Sem terem grandes contactos com outras pessoas, sem grandes paragens. Mas várias dúvidas se colocam. Vão conseguir passar? Vão chegar sem bicharocos neles? Vão ficar sem receber nadinha de nada? 

 

Não sei quais as medidas em França. Não sei como vai ser. Não sei se quando chegar, vai ter de ficar sozinho, num quarto isolado. Não sei nada. 

 

Ficar lá é dificil. Voltar também. Tantas decisões e sem sabermos o que havemos de fazer. 

 

Que vida esta. Eu em casa fechada, a tomar conta da filha e sem poder trabalhar. Mas verdade, também não tenho trabalho, pelo que estou a ver uma casa de 37 anos, familiar, a ir pelo cano abaixo. 20 anos de trabalho a pensar se não tarda nada, fico em lay off, ou se sou mesmo despedida. 

Olho para o meu patrão e vejo a tristeza dele, de querer continuar a nossa "família" mas sem condições monetárias para isso. 

 

Tantas mas tantas questões, que nunca pensei pensar. Nunca. 

 

Raio para o bicharoco. 

 

Boa sorte a todos. Protejam-se. Por vós. Pelos outros. 

 

 

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