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Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

Ninita's

Quem sou eu? Simples, sou uma pessoa normal, que vive numa pequena cidade normal. Sou brincalhona, divertida, trabalhadora e muito simples. Na pratica, sou igual a todas as outras pessoas deste mundo. Bem Vindos a este "meu mundo virtual".

22.07.20

O tempo que esperamos, pode ser tempo desperdiçado

Ninita

 

Passamos a nossa vida a espera.

À espera de dias melhores. Á espera que haja dinheiro para fazermos isto ou aquilo. Á espera que os filhos cresçam. Á espera de um grande amor. Á espera de tudo e mais alguma coisa.

 

E as vezes pergunto-me para que?? Porque?

 

Porque raio esperamos nós que as coisas aconteçam, em vez de irmos atras delas? Em vez de agarrarmos no que temos e irmos a luta?

 

Quantos e quantos, não perdem a hipotese de mudarem de vida, porque estão a espera que algo aconteça?

Quantos, não perdem o grande amor da vida delas, porque querem esperar que algo mude?

Quantos, não vivem a sua vida, a espera dos outros?

 

Seja porque motivo for, todos esperamos. E fazemos mal. Fazemos mal, porque não arriscamos, não avançamos, não seguimos em frente.

 

E sabem que mais? Não vale a pena esperar. Porque como sempre se diz : "Quem espera, desespera." E tambem desiste. E as vezes, desiste de vez.

 

Ja desisti de algumas coisas, por esperar de mais. Mas tambem ja desistiram de mim, exatamente pelo mesmo motivo. E se acho que foi a melhor atitude? Se calhar, ate foi. Em ambas as situações.

 

Mas, uma coisa é certa : o dia de vivermos, é hoje. Porque amanha, pode ser tarde demais.

 

 

25.06.20

Viver na santa parvalheira

Ninita

 

As vezes nem é mau. 

 

Sim, no meu bairro há para aí umas 15 casas, mas só 8 é que estão habitadas. Logo os vizinhos são poucos. E todos já de alguma idade, pelo que crianças aqui na zona há 2. A minha e outra. Mais nada.

 

Toda a gente se fala. Toda a gente diz : bom dia Ninita Maria. Toda a gente me conhece desde bebé. E eu conheço-os a todos. Ainda me lembro de brincar com os netos da vizinha, no baloiço dela. Ou eles no baloiço que fazíamos numa oliveira. Com corda e uma tábua. 😅😅 E claro que ficávamos com o rabo à assar da porcaria da tábua. Mas éramos livres e felizes. Ia para casa quando escurecia ou então quando ouvia o berro da minha mãe para vir para casa. É que corria feita doida, para não levar nas fuças... 🤣🤣

 

Aqui, ainda passa o peixeiro todos os dias. E vários padeiros. A vender o pão acabado de sair da padaria. Aqui, há bichos e bichezas. Melgas, formigas, moscas, lagartixas, joaninhas. 

Não há trânsito, não há confusão. E se ouvimos algum carro a chiar na rotunda, é pq anda ali algum doido a ver se faz um pião. Ou isso, ou é maluco cá da terra que gostava de fazer piões e fugir a GNR. 🤣🤣 Grandes tempos. 

 

A noite, ouvem-se os grilos a cantar. E o sossego lá fora. Sem carros, sem buzinas, sem nada.

 

Pode faltar cá muita coisa, mesmo muita, mas uma coisa é certa. Aqui, há paz. Descanso. E muitos corações quentes, defensores da terra e dos costumes antigos. 

 

Aqui, não há centros comerciais para se andar enfiado. E ao domingo, parece uma aldeia fantasma. Mas, no final de contas, aqui nasci e aqui fui criada. Aqui cresci e criei a minha família. Criei a minha casa, a minha vida. 

 

Aqui, sou eu. Apenas eu. Uma menina do campo, que se tornou mulher e não perdeu as suas raízes. 

 

Aqui, sou apenas eu. A Ninita Maria, das bacoradas e riso estridente. 

 

 

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